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domingo, 21 de novembro de 2010
A outra Julieta
Ela só queria uma prova. Uma prova do amor dele por ela., andava duvidando há algum tempo. Enquanto estava sentada em um banco, de frente para o local onde eles se conheceram, ela viu. Ela viu tudo. Viu o momento que a outra chegou e esperou cerca de 3 minutos e meio até ele chegar. Viu quando ele chegou, tomou-a nos braços, acariciou seu rosto para então beijá-lo. Viu quando a outra sorriu e disse estar feliz por ele ter chegado na hora. Com ela, ele nunca chegava na hora, eram sempre 30 minutos de espera. Ele nunca acariciava seu rosto. Ela viu a hora que eles se beijaram e essa hora foi como se nada existisse ao seu redor. Sua mente ficou em branco e ela cega de dor. Ele nunca beijara seus lábios daquela forma. Ele nunca agira assim com ela. Ela viu quando seus olhos cheios de paixão se encontraram. Ela viu seu mundo desabar. E ai, ele viu.
Ele viu quando uma lágrima escorreu do canto interno de seu olho direito. Ele viu o choque tomar conta de sua expressão. Ele viu quando os dedos dela se contorceram e ele sabia que era dessa forma que ela se controlava, contorcendo os dedos. E ai a outra viu.
A outra viu quando o olhar dele encontrou o olhar daquela sentada no banco. A outra viu a expressão de dor no rosto daquela. A outra viu o sorriso dele desmanchar e seus lábios se tornarem um linha firme e reta. A outra viu quando ele afrouxou a mão em volta de sua cintura. A outra soube, ela soube e ele soube, que ali, estava acabado.
Ela ficou de pé, deu um último olhar, e seguiu rumo à saída, ele não tentou ir atrás. A outra deu um passo para trás, olhou-o boquiaberta e decidiu que nunca mais ia destruir um laço tão forte quanto o que ela acabara de destruir, virou-se e foi embora. Ele, estarrecido, não foi atrás.
Ele ficou onde estava. Ele percebeu que Romeu havia perdido suas Julietas.
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